Ele foi pioneiro ao introduzir a política na blogosfera brasileira e está à frente, há quatro anos, de um dos blogs mais acessados da internet no país. Ricardo Noblat falou no último sábado, 15, aos alunos da Escola Livre de Jornalismo. Uma palestra recheada de fotos, lembranças, prognósticos, internet e muita história.
Um dos mais importantes jornalistas do país, responsável pela revolução estética e editorial à frente do jornal Correio Braziliense entre 1994 e 2002, Noblat falou um pouco de sua experiência profissional à frente do jornal brasiliense, tratou dos rumos do jornalismo brasileiro e do futuro dos diários impressos. Também deu conselhos aos futuros repórteres. “Precisam estar apaixonados pela profissão e ter o prazer de ler e redescobrir, a cada instante, como contar uma boa história”, disse o veterano jornalista, depois de citar García Marquez e Vinícius de Moraes como inspirações freqüentes.
Com 41 anos de profissão, ele ainda é um apaixonado pelo jornalismo, mas não se ilude quanto ao papel das empresas de comunicação. Segundo Noblat, ainda estão assustadas com os rumos da era digital e não conseguem refazer o próprio papel dos jornais. “O jornal impresso está com os dias contados”, disse Noblat. “Os jornais precisam se reiventar rapidamente”.
Essas e outras reflexões feitas aos alunos da Escola Livre de Jornalismo fizeram da aula de Noblat um dos pontos altos do 2º ciclo de palestras. Deixe aqui seu comentário sobre a palestra de Ricardo Noblat.
O jornalista americano Ray Colitt, chefe do escritório da agência de notícias Reuters em Brasília, foi o palestrante da Escola Livre de Jornalista no sábado, 8 de novembro. Ele falou do trabalho do correspondente estrangeiro, desmistificando a aura desse profissional, tratou da percepção da imagem do Brasil no exterior, e falou muito do dia-a-dia na agência Reuters e as perspectivas do mercado de trabalho.
Ex-correspondente de diversas publicações estrangeiras no Brasil, como o jornal britânico Financial Times e o diário americano Los Angeles Times, Colitt está radicado em Brasília há cinco anos, cobrindo o governo brasileiro. Graduado em economia, com mestrado em relações internacionais, Colitt tem 15 anos de experiência na imprensa, fala inglês, alemão, português, espanhol, e francês. Ele é o primeiro jornalista estrangeiro a proferir palestra na Escola Livre de Jornalismo.
A Reuters (pronuncia-se “róiters”) é uma das mais famosas agências de notícias do mundo, tendo sido fundada pelo alemão Paul Julius Reuter, um pioneiro dos serviços telegráficos no século 19. A agência criou reputação na Europa por ser a primeira a reportar “furos” jornalísticos no estrangeiro, como a notícia do assassinato de Abraham Lincoln.
Atualmente, quase todos os serviços noticiosos do mundo publicam textos da Reuters, que mantém uma equipe de 18 mil funcionários operando em 204 cidades do mundo, com notícias em 19 línguas.
Comente aqui as suas impressões sobre a palestra de Colitt.
Jornalista experiente, com passagem por grandes veículos da imprensa nacional, como Veja e Folha, Cláudio Júlio Tognolli é apontado como um dos grandes repórteres outsiders, com trajetória singular, na imprensa nacional. Com visão crítica da atuação da chamada grande imprensa, Tognolli deu uma aula aos estudantes da Escola Livre de Jornalismo no último sábado, 25 de outubro.
Atualmente colaborando para a Consultor Jurídico, Galileu, Rolling Stone Brasil e Joyce Pascovitch, Tognolli é professor da ECA, na Universidade de São Paulo, leciona ainda na Faculdades Integradas Alcântara Machado (Fiam) e é autor de cinco livros – o último é Mídias, Máfias, Mídia e Rock’n'Roll, publicado pela Editora do Bispo, de Xico Sá e Pink Weiner.
Na palestra que deu na Escola Livre, Tognolli abordou as relações entre repórter e fonte, contou episódios e bastidores de grandes reportagens em que esteve envolvido, desmistificou a ética na grande imprensa e tratou dos métodos de organização e trabalho em suas reportagens.
Foi uma aula sobre a história do crime organizado no país, jornalismo investigativo e muitas histórias recheadas de bom humor e observações ferinas sobre a cobertura da imprensa nativa. Ele ainda tratou da chamada “guerra santa” em curso na blogosfera e opinou sobre a pouca tradição do jornalismo literário no Brasil.
Enfim, um show de jornalismo. Deixe aqui sua opinião sobre a palestra de Tognolli.
O jornalista Olímpio Cruz Neto, atualmente trabalhando como assessor de imprensa no governo federal, fez a palestra na Escola Livre de Jornalismo no sábado, dia 18 de outubro. Um dos coordenadores da Livre, Olímpio tratou de jornalismo cultural.
Ex-editor no Correio Braziliense, com passagem por jornais como Folha, O Globo, Jornal do Brasil e Zero Hora, além de ocupar chefias em assessorias de imprensa de órgãos públicos, Olímpio falou sobre as relações entre a indústria da cultura e a imprensa, bem como do impacto das novas mídias na intermediação da produção artística com o público.
Deixe aqui seu comentário sobre a palestra de Olímpio.
Repórter especial do Correio Braziliense, Erika Klingl deu palestra no último sábado, dia 11 de outubro, na Escola Livre de Jornalismo, falando sobre jornalismo social. Autora de uma série de reportagens que alcançou, recentemente, grande repercussão na mídia nacional – sobre prostituição infantil em Brasília -, Erika conversou com estudantes da Livre, mostrando muito dos bastidores na produção dessas reportagens.
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Apresentadora do Programa Natureza Viva, da rádio Nacional da Amazônia, Mara Régia foi a palestrante de sábado, dia 4. Tratando do rádio e sua inserção nos mais longínquos locais do país, ela deu uma aula-show, mostrando o seu sucesso como comunicadora e um exemplo de preocupação com o público.
Símbolo da militância ecológica e dos direitos da mulher no jornalismo radiofônico, Mara falou sobre seus 30 anos de experiência no rádio, sempre abordando temas delicados e urgentes, como os direitos sociais da mulher e a consciência ecológica, em um veículo tradicionalmente relegado a segundo plano pelos profissionais da comunicação. Ela mostrou muito o porque é uma das mais respeitadas e profissionais do mercado.
Sempre com muito humor e ótimo astral, Mara mostrou aos alunos muito sobre a linguagem popular, a comunicação para o homem e a mulher do Norte. Ela passou alguns “spots” de rádio, tocou músicas e revelou algumas experiências suas no rádio. Foi uma aula com resultados surpreendentes. Certamente terá repeteco no próximo semestre.
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Correspondente da TV Brasil em Angola, o jornalista Carlos Alberto Jr. foi o palestrante de sábado, 27 de setembro, e relatou suas experiências naquele país, onde trabalha e vive há três meses.
Aproveite e deixe aqui a sua opinião sobre a palestra dele.
O jornalista Gustavo Krieger, repórter especial e colunista do Correio Braziliense, além de coordenador da Escola Livre de Jornalismo, falou sobre a cobertura de política no país. Apontado como um dos mais experientes profissionais da imprensa, especializado em Congresso Nacional e governo federal, Krieger mostrou aos participantes da ELJ um pouco dos bastidores da cobertura de poder.
Deixe aqui seu comentário sobre a palestra de Krieger.
Colunista e repórter especial do jornal Valor Econômico, o jornalista Cristiano Romero conduziu sua palestra no sábado, dia 13, tratando de um tema que geralmente é considerado árido, mesmo pelos profissionais de imprensa: economia.
Uma aula e tanto sobre a história recente da política econômica no Brasil, seus desdobramentos, contexto e muita informação sobre a cobertura jornalística dessa área nos últimos 30 anos. Cristiano é um repórter experiente e que conhece muito dos bastidores do poder, cobrindo política e economia em Brasília há 18 anos.
Com passagens pelo Jornal do Brasil – em Brasília e no Rio – e responsável por significativos furos de reportagem no Valor, onde está desde sua criação pelos grupos Folha e Globo, Cristiano foi correspondente durante três anos e meio do jornal em Washington (EUA), tendo atuado como comentarista da GloboNews.
Ele abriu sua palestra pintando um retrato da economia brasileira desde os anos 70 – os chamados anos do “milagre econômico” do regime militar -, o desenvolvimento do mercado de capitais no país, passando pela crise do petróleo até o início do pesadelo inflacionário nos anos 80.
O veterano repórter foi detalhista ao apontar como os planos econômicos que se sucederam ao longo das décadas de 80 e 90 mexeram com o imaginário brasileiro e foram responsáveis pelo “boom” da imprensa especializada. Até chegar aos anos de estabilização, em 1994, ele ilustrou como o jornalismo econômico foi se desenvolvendo, mudando o perfil dos profissionais do setor.
A aula acabou extrapolando o horário habitual das palestras. Mas valeu. E muito.
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Uma das mais talentosas repórteres do país, Daniela Pinheiro fez palestra no último sábado, 6 de setembro, sobre o chamado jornalismo de revista. Formada pela Universidade de Brasília, ela é repórter da revista Piauí, autora de algumas reportagens de grande repercussão, como o perfil do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, retratado na matéria “O Consultor”, publicado na edição de janeiro de 2008.
Ex-repórter da Folha, com passagem de dez anos pela redação da revista Veja – nas sucursais de Brasília e Rio, além da sede, em São Paulo – Daniela falou sobre sua experiência profissional, o rito de passagem de redação de jornal para revista e sobre a arte da entrevista, além de métodos de observação e trabalho para o exercício da profissão.
Ela também discutiu com os alunos da Escola Livre de Jornalismo sobre o estilo de texto no jornalismo narrativo, em que o lead tradicional deixa de ser perseguido para dar vez a uma maneira original, criativa diferenciada de retratar os fatos do dia-a-dia.
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